Muitos pais se assustam ao notar um leve odor nas partes íntimas dos filhos. A boa notícia: nem sempre isso é sinal de problema. Segundo pediatras e especialistas, algumas variações naturais no corpo — combinadas a higiene e hábitos do dia a dia — podem explicar essa situação.
✅ Quando o cheiro pode ser considerado normal
- Em crianças pequenas, especialmente antes da puberdade, é comum haver certo cheiro — geralmente discreto — devido à combinação de suor, secreções naturais e bactérias da pele.
- A pele da região genital é delicada e sensível a umidade, calor, roupas apertadas ou sintéticas — fatores que favorecem o acúmulo de suor e suor + bactérias, o que pode gerar odor, mesmo sem infecção.
- Quando a higiene é feita de forma cuidadosa — com água e sabão neutro, sem exagero — o odor natural tende a desaparecer.
🛁 Boas práticas recomendadas por pediatras
- Lavar bem a região genital durante o banho, utilizando sabonete neutro e enxaguando completamente.
- Evitar roupas íntimas muito apertadas ou de tecidos sintéticos — prefira algodão ou tecidos que permitam boa ventilação.
- Trocar roupas íntimas e roupas molhadas com frequência; não deixar criança por muito tempo com roupa úmida.
⚠️ Quando o odor merece atenção médica
Embora o cheiro leve possa ser normal, certos sinais devem chamar atenção — nesses casos, vale consultar o pediatra:
- Odor forte, persistente ou tipo “fétido”
- Secreção incomum, com cor alterada (amarelada, esverdeada), ou corrimento acompanhado de coceira, dor, irritação ou vermelhidão
- Desconforto ao urinar, dor, manchas ou lesões na região genital.
💡 Conclusão
Um leve odor nas partes íntimas, especialmente em crianças pequenas, pode ser perfeitamente normal — resultado de suor, secreções naturais e pequenas variações da flora da pele. Manter uma boa higiene, roupas arejadas e práticas simples de cuidado já ajudam muito. Porém, em casos de odor forte, persistente ou acompanhados de desconforto ou secreção, o ideal é procurar avaliação pediátrica para descartar infecções ou irritações.